#8 Clube dos que Sentem Demais
O lugar do encontro
Coletivo
A transformação acontece no plural, na capacidade juntar 2 e 2 fazendo 4 que só existem por causa dessa união. Mas a adição também é choque. Esbarrar um no outro, tem vez que destrói em pedaços e o resultado final é um tanto distante das partes iniciais.
É aqui que também se descobre que existe uma certa beleza nesse desmoronar. Na tentativa de reconstruir os fragmentos que se torna possível uma nova configuração, que não existiria sem os pedacinhos emprestados do outro.
Bom, a matemática aqui é menos exata que a que acontece no papel e talvez sua lógica nunca seja desvendada por completo, mas talvez ela traduza muito mais como verdadeiramente somos do que todas as vírgulas sempre no lugar.
O que nasce da soma?
O que faz esse clube existir são as pessoas. Gente que olha pras palavras aqui e vê um pouco de si também. Na mágica dos encontros é que a gente se sente parte, e aqui não é diferente.
Nesse embalo, tem quem sinta a mesma inspiração gostosa que eu com o movimento de sentir mais, a ponto de criar coisas lindas por aí. É o caso desse poema lindo que recebi:
CLUBE DOS QUE SENTEM DEMAIS Acho que já passou da hora Vamos no romper da aurora Você me dá a sua mão Eu te mostro o meu coração E nessa troca visceral Veremos muito além do bem e do mal E assim poderemos celebrar E entender, confiar Não há nada demais Em fazer parte do clube dos que sentem demais Escuta o seu coração Ouça uma canção E se permita ser sagaz Admita Você sempre fez parte do clube dos que sentem demais Se tu dançares sobre meu caos Caos tu também tornarás Faremos redemoinhos complexos Compostos dos mais fortes traços do universo E no fim Tudo até poderá nos abalar Mas saberemos sobre o caos dançar Tu entenderás tudo o que dizem ser demais E verás que já nasceu destinado ao clube dos que sentem demais - Igor Teixeira | @poesiatroiana
Novos produtos…
Essa semana, imersa na ideia de voltar com a loja e pensando em novos produtos, me peguei imaginando como seria se esse clube aqui existisse presencialmente.
Um lugar em que a gente pudesse chegar e abrir o coração de diversas formas diferente, com encontros voltados pra explorar as mais variadas formas de expressão. Música, teatro, aulas de pintura, rodas de conversa, leitura de textos e por aí vai. Sentir é arte.
Ambiente esse pra gente falar do individual, como cada um percebe e existe, mas com o acolhimento do coletivo, com espaço/tempo pra ouvir e ser ouvido.
Tudo isso me levou a pensar nos detalhes, querer ver como esse projeto se materializaria no mundo caso os encontros físicos fossem reais... Bom, é nisso que eu tenho trabalhando por aqui. Aproveito pra dividir alguns spoilers dessa ideia que surgiu lá no meio do ano passado, quando a newsletter nem existiam, mas já tinha vontade de nascer. Espero compartilhar resultados do processo em breve!





adorei o poema e a ideia de encontros presenciais!
O clube é acolhedor!